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Aprenda como evitar a morte de seus dentes

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Pouca gente sabe, mas apesar de muito resistentes, os dentes podem, sim, morrer. A boa notícia é que, mesmo sem vida, pelo menos uma parte deles tem salvação e pode ser preservada. O processo até o “óbito” propriamente dito acontecer costuma ser longo e silencioso. Por isso é preciso estar atento e contar sempre com o acompanhamento de um dentista.

A principal causa da morte dental são as cáries em estado avançado, que chegam à parte central do dente, chamada polpa. Porém, outros fatores podem levar a esse quadro, como restaurações de grandes dimensões, que eventualmente geram infiltrações de microrganismos; doença gengival avançada, que pode permitir a necrose do dente por contato com as bactérias da gengiva; fraturas dentais que deslocam o nervo, levando à sua ruptura e necrose. Até o bruxismo, ocasionado pelo ranger dos dentes, pode levar à perda de estrutura das camadas mais superficiais, esmalte e dentina, e à exposição do nervo.

Quando a lesão de cárie se instala e destrói quantidade suficiente de dentina, a polpa torna-se exposta às bactérias. Assim, a superfície da polpa fica inflamada. “No início, o dente dói com frio, depois, também com quente. No estágio final, dói só com quente. É quando o dente morre que ele deixa de doer”, explica Carlos Eduardo da Silveira Bueno (CROSP 40005), Coordenador de Cursos de Pós-Graduação em Endodontia da faculdade São Leopoldo Mandic.




Mesmo se o dente não apresentar dor por um longo período, ele voltará a doer novamente quando germes resultantes da necrose do nervo morto irritarem o osso ao redor da estrutura dental. “Nos quadros agudos, a dor é espontânea: o dente começa a doer de forma latejante e sem estímulo. Pode ocorrer dor com a mastigação, sensibilidade com algo quente ou frio, sangramento de um dente ou gengiva, inchaço ao redor de um dente, ou da mandíbula ou no rosto”, afirma Bueno. Se a polpa danificada ou destruída não for removida, o dente e os tecidos que o cercam ficam infectados. Sem o tratamento endodôntico, o famoso tratamento de canal, estas lesões não regridem e o dente eventualmente terá que ser extraído.

Segunda vida
Mesmo os dentes já mortos têm salvação, e o nome dela é tratamento de canal. Ele consiste na remoção da polpa dental, limpeza do espaço esvaziado e preenchimento com um material obturador. Ou seja: a polpa é substituída, mas a estrutura é preservada. Apesar dos mitos, não é preciso temer este procedimento. “O medo que os pacientes têm do tratamento de canal faz parte da história da odontologia. Com o uso das novas tecnologias e conceitos direcionados para esse tipo de tratamento, não se pode admitir tratamento de canal com dor. Existem soluções anestésicas e técnicas completamente indolores para anestesiar os dentes antes da intervenção”, afirma Bueno.
De acordo com o especialista, atualmente o índice de sucesso do tratamento de canal é de 95%. O tratamento não enfraquece o dente, que pode permanecer na boca por tanto tempo quanto um que não passou por esse tipo de intervenção. Caso o tratamento não seja realizado, poderão se desenvolver complicações mais severas, como lesão na região (infecção na raiz do dente e nos tecidos ao redor), que poderá ter consequências como dor intensa, inchaço e febre, além de inflamações no osso que dá suporte ao dente.

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